Falta de testosterona: conheça os principais efeitos em seu organismo

A falta de testosterona pode impactar em diversas funções do organismo, inclusive no aumento de massa muscular. Mas fique tranquilo: tem solução!

A testosterona é o hormônio em maior quantidade no homem e é ela quem promove as características típicas desse gênero.

Desde o crescimento do pênis durante o desenvolvimento uterino, até o aumento de massa muscular durante a adolescência e a vida adulta.

“Tá, mas e o que isso quer dizer, meu amigo?”

Quer dizer que é a testosterona que te ajuda, entre outras coisas, a ficar gigante com os treinos na academia!

E isso é verdade até mesmo nas mulheres, que também têm testosterona no organismo.

Só que nelas, esse hormônio está em menor quantidade e é associado principalmente a libido e ao desejo sexual.

Como qualquer outro hormônio no corpo, ela também pode ter sua produção alterada.

O que pode provocar um quadro de escassez, com efeitos em todo o organismo.

Quer descobrir quais os efeitos da falta de testosterona e se isso pode estar prejudicando sua performance na academia? 

Saca só:

Falta de testosterona: conheça os principais efeitos deste problema em seu organismo

Afinal, o que é testosterona?

Resumindo, a testosterona é um hormônio esteroide anabólico que pertence ao grupo dos androgênios.

No grego, andro significa homem e gen, geração ou origem, ou seja, os hormônios androgênios são os que geram o homem e suas características, estando presentes em maior quantidade nos indivíduos desse sexo.

Quais os efeitos da testosterona no organismo?

Durante a gestação, a produção de testosterona induz a formação dos testículos, da próstata e do pênis, caracterizando o sexo biológico masculino.

Na adolescência, com o aumento da produção hormonal, a testosterona é a responsável pelo engrossamento da voz, pelo surgimento de pelos por todo o corpo e pelo ganho de massa muscular e óssea.

A testosterona pode ser associada, também, ao comportamento masculino e à masculinização. Como assim?

Estamos falando de maior agressividade, comportamento de risco, decisões impulsivas e competitividade. 

Para simplificar, dá para dividir os efeitos da testosterona em dois grandes grupos: os efeitos virilizantes e os anabólicos.

Quais são os efeitos virilizantes?

  • Maturação dos órgãos sexuais
  • Voz grossa
  • Crescimento de pelos faciais e axilares
  • Desenvolvimento das glândulas sudoríparas
  • Queda de cabelo no topo da cabeça

Quais são os efeitos anabólicos?

  • Crescimento e ganho de massa muscular
  • Ganho de força
  • Aumento da densidade óssea
  • Estímulo à multiplicação de células pluripotentes na medula óssea
  • Síntese de proteínas

Como ocorre a produção de testosterona?

A produção de testosterona é feita pelas células de Leydig nos testículos.

A quantidade dessas células e a produção de testosterona são reguladas pelos Hormônios Luteinizante (LH) e o Hormônio Folículo Estimulante (FSH).

Eles são produzidos pela hipófise, uma glândula que fica bem no meio do cérebro.

São responsáveis pela regulação do ciclo menstrual na mulher.

A produção de FHS e LH é controlada pelo hipotálamo, uma região do cérebro próxima da hipófise, por meio do hormônio secretor de gonadotropina.

Assim, forma-se o eixo hipotálamo + hipófise + testículo.

Quando a produção de testosterona está normal, ela oferece uma alça de feedback negativo que inibe a produção de gonatropina, FSH e LH para controlar a produção do eixo.

Já se os níveis de testosterona estiverem baixos, essa alça de inibição não ocorre e a produção dos hormônios do hipotálamo e da hipófise aumentam para estimular o eixo e aumentar a produção de testosterona.

Pelo menos, é assim que funciona quando tudo está normal.

Se há algum problema, as coisas mudam, como veremos mais adiante.

E nas mulheres? De onde surge a testosterona?

Nas mulheres, o nível de testosterona é bem menor do que no homem e a produção é dividida entre três locais.

Os ovários até que produzem um pouco de testosterona.

Além deles, as glândulas adrenais, aquelas que ficam em cima dos rins, e os tecidos periféricos também contribuem para a produção de testosterona.

Como a testosterona se relaciona com o ganho de massa?

Os hormônios androgênios, não apenas a testosterona, se ligam a receptores androgênicos em diversos tecidos e promovem a síntese proteica e o crescimento tecidual.

Ou seja, dão um gás nos tecidos, principalmente os musculares, para que eles cresçam e deixem você mais bombado. Sacou?

Como ocorre a falta de testosterona?

A falta de testosterona primária — hipogonadismo hipergonadotrófico — ocorre pela não produção, ou pela produção insuficiente, de testosterona pelos testículos, apesar do resto do eixo estar funcionando normalmente.

Assim, como o testículo não responde normalmente ao estímulo de FSH, LH e gonadotropina, os níveis desses hormônios aumentam em uma tentativa de aumentar a produção de testosterona.

Só que, mesmo assim, isso não ocorre e os níveis de testosterona ficam abaixo do normal.

Já na falta de testosterona secundária, o problema não está nos testículos e sim no restante do eixo, seja no hipotálamo ou na hipófise.

A produção de gonadotropina, FSH e LH está reduzida, o que reduz o estímulo aos testículos e a produção de testosterona, caracterizando um quadro chamado de hipogonadismo hipogonadotrófico.

O que causa a falta de testosterona?

Diversas condições podem levar a níveis reduzidos de testosterona no organismo.

São elas:

  • doenças congênitas;
  • síndromes cromossômicas;
  • tumores de hipófise;
  • estresse psicológico;
  • traumatismo da bolsa escrotal;
  • obesidade;
  • infecção por HIV
  • doenças debilitantes
  • alguns tipos de medicamentos.

A falta de testosterona é comum?

Estima-se que 1 a cada 500-1000 nascimentos seja de um homem com síndrome de Klinefelter, a causa mais comum de hipogonadismo hipergonadotrófico.

Já os casos de hipogonadismo hipogonadotrófico são mais raros.

A falta de testosterona pode ser natural?

É completamente normal que os níveis de testosterona caiam à medida que o homem envelhece, com a chamada andropausa.

Estima-se que a redução se inicie a partir dos 30 anos.

Nesses casos, nenhum tratamento é indicado a menos que o homem apresente sintomas que afetam significativamente sua qualidade de vida.

Agora, se há qualquer queda de testosterona durante a adolescência ou na faixa dos 20 anos, essa alteração merece ser investigada com atenção e provavelmente terá que ser tratada.

Quais os sintomas da falta de testosterona?

Sem testosterona o corpo todo sofre. Confira aqui quais são os principais sintomas e sinais:

Perda de libido e impotência

Já vamos começar com uma das piores consequências da falta de testosterona. Sem esse hormônio, não há desejo sexual e a performance acaba ficando prejudicada.

E isso vai muito além da ‘simples’ vontade de transar.

O homem acaba tendo também disfunção erétil, ejaculação precoce e até impotência.

E esse problema não é só na hora H, mesmo aquelas ereções matinais involuntárias e o desejo de se masturbar desaparecem.

Dificuldade em ganhar músculo

Outro grande problema… E é justamente isso que a falta de testosterona faz.

Sem o estímulo anabólico desse hormônio, fica difícil estimular o crescimento tecidual e a síntese de novas moléculas proteicas no tecido muscular.

Ou seja, por mais que a pessoa fique horas e horas na academia, o resultado não chega.

Aumento da gordura corporal

Se a energia dos alimentos não está sendo queimada nem virando músculos, já viu qual vai ser o destino dessas calorias, né?

Aquela gordurinha abdominal que fica atrapalhando o seu tanquinho.

Cansaço

Toda aquela energia masculina e a capacidade de passar horas e horas malhando sem nem perceber somem junto com a testosterona.

O organismo passa a estar sempre cansado e sem disposição para qualquer atividade física, o que estimula o sedentarismo e piora ainda mais o ganho de peso e a perda de massa muscular.

Queda da fertilidade

Adivinha quem induz a produção de espermatozoides? Claro que é a testosterona!

Sem ela, o homem ainda apresenta uma queda na contagem de espermatozoides, reduzindo sua fertilidade e a chance de ter filhos no momento.

Alteração nos pelos

A distribuição de pelos tipicamente masculina, com barba e pelos por todo o corpo também pode sofrer com a redução da testosterona, geralmente apresentando locais de falha.

Mas essas alterações costumam surgir bem tardiamente, então não dá para contar com elas para fazer o diagnóstico.

Confusão mental

Sem testosterona, a mente também sofre, principalmente nas áreas relacionadas a concentração, memória e cognição.

Fica difícil aprender a matéria nova na escola, assimilar conceitos novos, as notas começam a sofrer e o desempenho no trabalho fica prejudicado.

Podem ocorrer também mudanças de humor, semelhantes às das mulheres quando estão na TPM, e um quadro meio depressivo, de desinteresse pela vida, sem tomada de decisões.

Como é feito o diagnóstico de falta de testosterona?

Se os baixos níveis ocorrem durante o desenvolvimento do bebê ou até mesmo durante a infância, o impacto sobre as características masculinas são mais óbvios e fáceis de identificar.

No bebê, há um desenvolvimento reduzido do pênis e dos testículos e o menino não ganha as características da puberdade.

Mas se o hipogonadismo tem início na fase adulta, quando todo o desenvolvimento do corpo masculino já está completo, os sintomas são mais vagos e o diagnóstico mais difícil e mais demorado.

Para ter certeza é preciso unir a clínica aos exames laboratoriais.

Embora inespecíficos, quando estão presentes vários sintomas da falta de testosterona, o médico desconfiará de que esse hormônio está alterado e confirmará isso com um exame de sangue.

Se o exame vier alterado duas vezes, o diagnóstico de hipogonadismo é feito.

Quais os valores de referência para a testosterona?

Os níveis normais de testosterona total são entre 300 e 900 ng/dL nos homens. Já nas mulheres em idade fértil, os níveis de testosterona devem estar entre 14 a 76ng/dL (este valor é alterado com a idade e ciclo menstrual).

Dessa forma, valores abaixo desses podem indicar um quadro de hipogonadismo.

A falta de testosterona é grave?

Não. Apesar de afetar diversos aspectos da vida do homem e provocar sintomas em diversos órgãos, a queda nos níveis de testosterona não é grave, nem aumenta o risco de morte.

O grande problema é o impacto negativo que tem sobre a qualidade de vida do indivíduo.

Afinal, sem testosterona a gordura abdominal aumenta, os músculos diminuem e a vida sexual traz só decepções e, além disso, ocorre um grande cansaço físico.

Como tratar a falta de testosterona?

O tratamento é bem simples com a suplementação de testosterona, que no Brasil existe na forma de gel, adesivo cutâneo ou injeções intramusculares.

Mas é importante seguir o tratamento até o final e medir os níveis de testosterona de tempos em tempos, já que alguns sintomas como a disfunção sexual desaparecem bem antes dos níveis se normalizarem

Outra forma de aumentar a concentração de testosterona no sangue é utilizar suplementos alimentares que aumentam a liberação do hormônio, como o Soma Pro.

Soma Pro contém o verdadeiro ZMA®, que possui estudo que comprova os efeitos e benefícios da suplementação de ZMA®, sendo um deles o aumento da testosterona livre.

O estudo mostrou que o produto aumenta os níveis de testosterona livre em até 43,8%.

Vale lembrar que o suplemento não aumenta a produção do hormônio e sim a liberação do mesmo. E se você precisa repor a testosterona, precisa analisar com o seu médico o melhor tratamento.

Há alguma contraindicação para a reposição de testosterona?

Pessoas com história prévia de câncer de mama, câncer de próstata, aumento benigno de próstata com sintomas urinários obstrutivos, apneia do sono, aumento de hemácias ou insuficiência cardíaca grave geralmente não devem realizar a reposição de testosterona.

Já a utilização de suplementos alimentares como Soma Pro não tem nenhuma contra-indicação. É apenas recomendado que seja consumido sob orientação médica ou de nutricionista.

Como é feito o acompanhamento durante a reposição de testosterona?

Devido ao estímulo da testosterona à multiplicação dos tecidos, é necessário ficar de olho na próstata e nas hemácias.

E se a testosterona estiver baixa mas não houver sintomas?

O objetivo do tratamento na maior parte das vezes é a melhoria da qualidade de vida, então, se não há sintomas, em muitas casos não é necessário realizar o tratamento.

O mesmo vale para as pessoas que iniciaram o tratamento e não obtiveram melhora dentro de três meses.

Nesses casos, o mais indicado é descontinuar o uso da testosterona, com orientação médica, é claro.

A testosterona pode ser usada para estimular o ganho de massa muscular?

Em pessoas saudáveis, que não apresentam falta de testosterona, o uso desse hormônio para ganho de massa muscular é contraindicado.

A reposição deve ser feita apenas para alívio de sintomas em pessoas com deficiência.

A sobrecarga do organismo com testosterona — ou outros esteroides anabolizantes — pode causar efeitos colaterais graves e provocar danos irreversíveis à saúde.

E vale lembrar que dá para ganhar músculos de várias formas, inclusive dormindo melhor, e aumentar o nível de testosterona naturalmente como já foi mostrado no Portal!

Se você acha que pode estar sofrendo com falta de testosterona, não deixe de procurar um médico.

E caso você ainda tenha alguma dúvida sobre o tema é só deixar um comentário aí embaixo! Beleza?

Fique sempre ligado com a saúde!  

  

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