Testosterona e hipertrofia: qual a relação entre essas duas coisas?

Hormônio que é um superaliado dos marombeiros, a testosterona pode fazer você crescer mais, em muito menos tempo; saiba mais

A busca por um corpo forte e definido exige esforço e dedicação. Além de muito exercício físico e uma alimentação adequada, existem outros fatores que podem te ajudar a aumentar sua massa muscular – como a testosterona!

Esse hormônio abundante no corpo masculino é um aliado poderoso de quem quer ficar grande.

No entanto, é preciso muito cuidado para não extrapolar os limites saudáveis, pois a testosterona em excesso oferece riscos sérios à saúde.

Quer saber mais sobre o assunto e entender definitivamente qual é a relação entre testosterona e hipertrofia? Então se liga:

Testosterona e hipertrofia: qual a relação entre essas duas coisas?

músculos

Importância e funções da testosterona

Principal hormônio andrógeno e anabólico, a testosterona é produzida naturalmente e em grandes quantidades no organismo masculino, nos testículos, e em quantidade reduzida nos ovários e glândulas suprarrenais das mulheres.

Considerado o hormônio mais importante para o ganho de massa muscular, por meio de reações bioquímicas ela pode estimular o aumento da força física e reduzir o índice de gordura no corpo.

A testosterona também é responsável pelo desenvolvimento das características sexuais do homem, como a barba, voz grossa, produção de espermatozoides e crescimento de pelos.

Além disso, está relacionada a várias utilidades no organismo, como a prevenção de osteoporose, aumento da libido, melhora de funções mentais e manutenção do bom humor e sensação de bem-estar.

Testosterona e massa muscular: qual a relação?

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A testosterona é considerada um dos hormônios anabólicos mais importantes do corpo e está relacionada à força física, resistência e desempenho. Por isso, está diretamente ligada ao desenvolvimento muscular. 

Responsável por aumentar a síntese de proteínas e a captação de aminoácidos nos músculos, esse hormônio colabora (e muito) para a hipertrofia muscular.

Assim, o corpo passa a consumir mais energia e, como consequência, queima muito mais calorias.

Além disso, ele é capaz de aumentar a capacidade dos órgãos para transportar uma maior quantidade de oxigênio para os músculos, o que favorece bastante a performance física.

A testosterona ajuda ainda a reduzir a ação do cortisol, um hormônio que contribui para o acúmulo de gordura no organismo. Esses dois hormônios são chamados antagônicos, pois quando um está em alta o outro está em baixa, e vice-versa.

O cortisol é um hormônio catabólico (destrói a célula), enquanto a testosterona tem papel anabólico (de crescimento celular). Além disso, ele desacelera a produção de proteína, aumentando a lipogênese (produção de gordura).

Por fim, a testosterona também é responsável por facilitar as atividades de uma série de outros hormônios que favorecem a redução de gordura.

Mas é claro que ela não faz milagres sozinha. É preciso adotar alguns hábitos que serão aliados desse hormônio — e já mostramos aqui no blog 5 passos para você estimular o crescimento muscular.

Baixos índices de testosterona oferecem risco?

dores musculares

Considerando-se um homem saudável, os níveis de testosterona geralmente ficam entre 300 e 900 ng/dl (nanograma por decilitro).

A produção do hormônio pelos homens atingem seu ápice entre 17 e 25 anos, e a partir dos 30 ela começa a declinar.

A carência desse hormônio no organismo pode oferecer alguns riscos.

Entre os sintomas de falta de testosterona estão a fadiga, diminuição do apetite sexual, anemia, diminuição da massa muscular, dores nas articulações e dificuldade de ereção.

Há ainda relatos de problemas de memória e pensamento confuso, além de fatores psicológicos como ansiedade, depressão, dificuldade de concentração e irritabilidade, que também são sintomas da chamada deficiência androgênica.

Caso você apresente algum dos sintomas citados frequentemente, procure um médico para que ele possa avaliar o nível do hormônio no seu organismo, dar um diagnóstico detalhado e receitar uma dieta adequada.

Como estimular os níveis de testosterona?

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Apesar de ser produzida pelo organismo, é possível estimular os níveis de testosterona adotando alguns hábitos e incluindo no cardápio os seguintes alimentos e nutrientes:

Gordura

A ingestão diária de gorduras “boas” é indicada devido ao fato da testosterona ser um derivado do colesterol. Algumas fontes desse nutriente são azeite extravirgem, peixes, castanhas, óleos vegetais, abacate e muitos outros alimentos.

Atenção: estamos falando de gorduras consideradas boas, como dos exemplos acima. Gorduras trans e saturadas devem ser evitadas a todo custo.

Zinco

Sua carência dificulta a liberação da testosterona. Facilmente encontrado em nozes, castanhas e carnes (principalmente fígado).

Ovos

Nenhuma novidade! Assim como as carnes magras, os ovos são indispensáveis na dieta de quem quer “crescer”! Ricos em bom colesterol, favorecem uma maior produção de testosterona.

Vitaminas C

Importante aliado no controle do cortisol. Encontrado em frutas cítricas, como morango, laranja, limão, acerola.

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Hábitos e alimentos a serem evitados

Evite ao máximo o consumo de alimentos processados, sejam proteínas como presuntos e salsichas ou biscoitos, salgadinhos e afins.

Eles reduzem os níveis de testosterona, uma vez que fazem com que a pessoa engorde e tenha problemas com má alimentação.

O consumo de álcool também é prejudicial e causa um efeito negativo nos níveis de testosterona. Portanto, deve-se diminuir o consumo de bebidas alcoólicas.

O estresse diário provoca a liberação do cortisol, que, já sabemos, é um hormônio que causa efeitos opostos aos da testosterona. Procure se divertir, relaxar e não focar nos problemas.

O sedentarismo também aparece na contramão da produção de testosterona. Ter um comportamento ativo ao longo do dia pode ser um importante aliado e fazer toda a diferença. Experimente fazer caminhadas, dar uma pausa no trabalho e se movimentar.

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O uso de testosterona sintética oferece riscos?

Os benefícios trazidos pela testosterona ao nosso organismo são inegáveis, principalmente quando falamos em hipertrofia.

Na busca incessante pelo corpo perfeito, muitos atletas procuram intensificar seus ganhos a partir do uso de uma forma sintética da testosterona. Porém, poucos sabem que essa prática pode ser extremamente perigosa e prejudicial.

O aumento excessivo no índice deste hormônio pode causar muitos efeitos colaterais, além de aumentar a probabilidade de uma série de doenças.

O desequilíbrio hormonal pode resultar, ainda, na disfunção do sistema endócrino, que provoca a atrofia de glândulas, principalmente dos testículos.

Por fim, quando você ingere testosterona artificialmente, o corpo não vê mais necessidade de produzi-la. Isso pode comprometer a produção do hormônio no futuro (quando o atleta parar de ingerir).

Importante lembrar que, obviamente, a utilização de testosterona sintética só pode ser feita mediante recomendação e acompanhamento médico.

Quais os efeitos colaterais do excesso de testosterona?

musculação força exercício

Os tremores são um dos efeitos colaterais mais comuns diagnosticados em quem faz uso de testosterona artificial. Esse problema varia em intensidade, podendo ser muito incômodo.

O aparecimento da acne está diretamente ligado aos altos níveis do hormônio. É possível notar essa relação na puberdade masculina ou quando alguns iniciantes na musculação apresentam o chamado “surto de acne”.

As pessoas que fazem uso da testosterona para ganhar massa muscular apresentam também um aumento na retenção de líquidos. Esse problema está associado à pressão alta e ao inchaço, que é indesejável esteticamente – além das questões relacionadas à saúde, claro.

Devido às altas doses do hormônio, o desenvolvimento muscular passa a ser irregular. As articulações, então, começam a sofrer com o excesso de peso que os músculos suportam. Isso gera dores frequentes, podendo resultar em lesões graves.

O crescimento irregular das fibras do coração, provocado pelo excesso de testosterona, provoca arritmia cardíaca. A influência do hormônio na pressão arterial e no coração aumentam significativamente o risco de doenças cardiovasculares.

Dores de cabeça também aparecem como outro efeito colateral do uso de testosterona. Assim como distúrbios do sono, como apneia e insônia, e alterações no humor.

Por fim, o risco de tumores no fígado está cientificamente associado à utilização indiscriminado e excessivo de testosterona sintética.

Uma doença séria, perigosa e que pode ser irreversível. Neste outro post que já publicamos aqui no Feito de Iridium, você pode encontrar informações sobre o perigo do uso de anabolizantes.

Existem efeitos colaterais específicos para cada sexo?

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Como a testosterona é produzida em quantidades diferentes nos homens e nas mulheres, os efeitos do excesso dela no organismo também são variáveis de acordo com o sexo.

Nos homens, as consequências do uso do hormônio na forma sintética são mais severas. Como ele é fundamental para regular funções do corpo masculino, grandes alterações nos seus níveis podem provocar um forte desequilíbrio no organismo.

Os testículos (responsáveis por produzi-la) começam a trabalhar menos, devido à ingestão de altos níveis do hormônio. Em longo prazo, isso pode resultar na atrofia e consequente deterioração desse órgão.

O medo que existe na cabeça da maioria dos homens — a impotência sexual — também pode ser uma consequência do uso exagerado de testosterona. A disfunção erétil está diretamente ligada a essa prática, então tome cuidado!

Além disso, ela diminui a produção de espermatozoides, tornando o homem cada vez menos fértil. O desequilíbrio hormonal também provoca um desenvolvimento irregular da próstata, elevando as chances do surgimento de câncer na região.

Por fim, existem efeitos estéticos associados ao uso do hormônio masculino: calvície, inchaço e o tão indesejado desenvolvimento de mamas.

Já no corpo feminino, os efeitos são menos severos, porém aparecem mais facilmente, uma vez que normalmente o corpo da mulher tem baixos índices do hormônio.

As primeiras e mais conhecidas consequências do excesso de testosterona no corpo da mulher estão relacionadas ao surgimento de características corporais do sexo oposto, como alteração na voz e crescimento de pelos.

Enquanto os homens observam o desenvolvimento das mamas, nas mulheres o excesso do hormônio provoca a atrofia das glândulas. É possível, ainda, que haja um aumento exagerado do clitóris.

O sistema endócrino feminino é muito atacado. O ciclo menstrual, que é todo regulado por hormônios, passa a ser completamente desregrado, colocando em risco as funções reprodutoras e sexuais da mulher.

Existe alguma idade em que os efeitos são mais graves?

mecanismos, hipertrofia

Já falamos sobre diversos efeitos da ingestão de altas cargas de testosterona. Alguns gerais, outros específicos para homens ou mulheres. Mas existe uma fase da vida em que essa prática pode ser ainda mais perigosa: a adolescência.

Tendo em vista que nesse período os hormônios têm um papel fundamental no desenvolvimento do corpo, o desequilíbrio causado pelo excesso deles pode provocar sequelas irreversíveis.

O organismo do adolescente pode ser afetado de duas maneiras principais. A primeira delas é quando ocorre a maturação esquelética precoce, quando há uma interrupção no crescimento intenso que se dá nessa fase, resultando em baixa estatura.

Além disso, pode-se observar um processo de aceleração extrema da puberdade. Nesse caso, além de muito rápida, ela acontece de forma irregular, podendo ocasionar um crescimento disforme, o que é extremamente perigoso.

Como vimos nesse post, a testosterona pode ser estimulada de forma natural e pode ser um grande aliado na rotina de quem busca um corpo definido.

Porém isso deve ocorrer da forma mais natural possível, sempre observando os limites ideais e, se possível, com acompanhamento e supervisão profissional.

Além disso, a manutenção de alguns hábitos também é essencial nessa busca: disciplina nos treinamentos, boa alimentação e descanso.

Seguindo todas essas dicas, os níveis do hormônio vão proporcionar resultados satisfatórios na hipertrofia!

REFERÊNCIAS

Effects of a Novel Zinc-Magnesium Formulation on Hormones and Strength. Journal of Exercise Physiology. Out. 2000. [LINK

Fatores Relacionados com as Respostas da Testosterona e do Cortisol ao Treinamento de Força. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Jan./Fev. 2008. [LINK]

Força muscular, níveis séricos de testosterona e de ureia em jogadores de futebol submetidos à periodização ondulatória. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Mar./Abr. 2012. [LINK

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