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5 situações que as mulheres não aguentam mais viver nas academias

No Dia Internacional da Mulher, que tal tomar consciência que elas merecem ser respeitadas e que algumas atitudes não têm mais espaço nas academias – nem no mundo?

Os tempos mudaram e as mulheres já não são mais tolerantes com pessoas que as desrespeitam.

Não só com cantadas fora de hora e lugar, mas também com quem gosta de cuidar da vida alheia, de palpitar no estilo de vida dos outros, e muito mais. 

E isso é ótimo: não apenas porque as mulheres merecem o mesmo espaço e os mesmos direitos dos homens, mas porque isso obriga muita gente a repensar suas atitudes, evoluir e se tornar uma pessoa melhor.

A mulherada merece respeito, e tomar cuidado para não se tornar uma pessoa desagradável ou desrespeitosa é fundamental. 

Isso vale, claro, para as academias, que para muita gente são como uma “segunda casa”. E se para treinar bem é preciso se sentir bem, estar à vontade e concentrado, a academia não pode dar espaço para gente mala e nem se tornar um lugar de desrespeito.

Acredite ou não: isso acontece. E são as próprias mulheres que dizem. A gente conversou com as atletas do time da Iridium Labs e descobrimos que, infelizmente, ainda tem muito marmanjo enchendo o saco nas academias.

Neste Dia Internacional da Mulher, a gente mostra algumas coisas que elas não suportam que os homens façam nas academias. Leia, veja se você faz alguma dessas coisas, repense suas atitudes, e vamos fazer das academias – e do mundo! – um lugar tão bom tanto para os homens quanto para as mulheres.

E se você não faz nada disso, certamente conhece alguém que faça – e aí você pode cobrá-lo e ajudar também!

Se liga:

5 situações que as mulheres não aguentam mais viver nas academias

1 – Não poder usar a roupa que quer para treinar

 

Não poder se vestir da maneira que te deixe mais confortável para treinar parece absurdo? Pois para as mulheres isso é uma (triste) realidade.

Como você se sentiria se tivesse que escolher sua roupa com medo da reação dos outros? É assim que se sente, por exemplo, a Alinne Habib.

“Em dias de calor eu quero ir com roupas mais curtas, confortáveis, mas não posso porque os homens ficam assediando com olhares nada discretos”, conta.

Alinne ainda complementa ao falar que gosta de ir com shorts, mas não pode porque os homens vão ficar olhando e comentando com malícia.

“Eu queria ser livre pra poder usar a roupa que eu quiser sem ser perturbada por isso”, finaliza.

2 – Cuidar da vida alheia

 

Outra questão que incomoda e muito as mulheres são as pessoas que palpitam sobre o físico delas.

“As pessoas te olham e falam que já tá bom, que se passar disso vai ficar feio. Não sou eu que decido isso?”, questiona Rafa Rodrigues.

Quem faz coro à Rafa é a atleta Gilmara Chaves, que vocês já estão acostumados com as dicas que ela dá aqui no site. “As pessoas falam que vamos ficar parecendo homens. Nada a ver. Tem muitos homens que gostam do nosso físico”, conta.

É importante que as mulheres não se deixem levar por comentários de terceiros, que elas se sintam bem como são. 

Como disse a Hamanda Schunemann, que também é do time Feito de Iridium, “estamos num mundo mais livre, o importante é que cada mulher saiba o que quer, sem ser influenciada”.

De qualquer maneira, é óbvio que ninguém gosta de ouvir os outros se intrometendo onde não são chamados, tentando opinar sobre coisas que não lhe dizem respeito.

Se você faz isso, apenas pare. Cada um faz o que quiser da própria vida – e do próprio corpo.

3 – Objetificação da mulher

hamanda schunemann

 

Essa é uma das questões mais comentadas quando se fala em machismo e provavelmente a que mais incomoda qualquer mulher.

Com quem treina não é diferente, como a Hamanda contou: “Muitos caras pensam que somos somente um corpo, que não tem uma alma, pensamentos, princípios. Isso incomoda bastante”.

Alinne Habib também compartilha deste mesmo sentimento e aproveita para falar sobre as cantadas que recebe no caminho para a academia.

“Como vou a pé para a academia, sempre passam uns caras buzinando, dizendo algumas barbaridades. Eu me sinto intimidada, é desagradável. Por isso vou sempre com meu fone de ouvido, que é para não ouvir essas palhaçadas”, desabafou a modelo.

4 – Preconceito com mulheres que treinam pesado

Aline Nicola

Também existem as pessoas que não aceitam que mulheres peguem pesado, que julgam, como diz a Coach Elaine Rodrigues.

“Dizem que somos fúteis por cultivarmos nosso próprio corpo, que queremos parecer gostosonas, mas isso não me abala, porque o que importa é o que me faz bem.”, conta.

Aline Nicola, atleta de CrossFit e embaixadora da Iridium Labs também deu sua opinião sobre as pessoas que julgam o treino delas: 

“Nós passamos a maior parte do nosso tempo treinando, cuidando do corpo, seja com fisioterapia, descanso. Poucos entendem este ritmo, esta dedicação…”.

5 – Profissionais desatenciosos

Thaysa Leoni

Tem algo que irrita mais do que ter uma dúvida num exercício e o professor estar batendo papo ou simplesmente fazendo algo que não seja dar suporte ao aluno?

Pois é, isso acontece muito nas academias, seja para homens ou mulheres – mas possivelmente mais com elas. É o que alertam nossas embaixadoras.

Rafa Rodrigues é uma delas: “É importante que os profissionais deem atenção para quem está começando, pois estas pessoas precisam de ajuda e estímulo, além de que podem se lesionar sem a instrução necessária”, afirma.

Quem parte deste mesmo pensamento que Rafa é a atleta fitness Elaine Rodrigues “é importante que os profissionais sejam engajados e comprometidos com os clientes da sala de musculação”.

Assim como a Thaysa Leoni, que gostaria de ver profissionais que realmente ensinassem. “Quem é leigo acaba sofrendo. Os professores passam os treinos, mas não corrigem postura, movimento. Aí a pessoa se lesiona e desiste da musculação”, conta.

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