salmão

Salmão: é mesmo o melhor peixe para quem quer uma dieta equilibrada?

O salmão é o queridinho das dietas saudáveis, mas será que ele realmente merece esse posto? Descubra se é o peixe ideal para sua alimentação!

A popularização da gastronomia típica japonesa fez com que o consumo de peixes crescesse monstruosamente no mundo todo nas últimas décadas. Entre os peixes que ganharam mais destaque está o salmão, que se tornou um dos queridinhos da alimentação saudável.

Médicos e nutricionistas não se cansam de falar da importância do consumo de Ômega-3 para a saúde, e isso também ajudou a popularizar o consumo de peixes – e, no caso do salmão, ainda existe o fato de, por ser gorduroso, ter caído no gosto do paladar brasileiro (e ocidental, de modo geral).

Os “defensores” do salmão garantem que o peixe é é rico em ômega-3 (gordura boa), Triptofano, Vitamina D, Ácidos Graxos, Selênio, Proteína, Vitamina B3, Vitamina B12, Vitamina B6, Fósforo, Magnésio e outras vitaminas e minerais.

Será que isso é mesmo verdade? O Salmão é realmente o melhor peixe e uma opção saudável para compor sua alimentação?

O verdadeiro salmão

salmao selvagem

Em primeiro lugar, é importante saber que existem dois tipos de salmão – o selvagem e o de cativeiro. O primeiro é pescado, enquanto o segundo é criado.

O salmão selvagem é um peixe de água fria, doce e salgada. Isso mesmo: doce E salgada. Ele nasce no rio, vai para o mar e volta ao rio para se reproduzir. Esse peixe se alimenta de animais marinhos (crustáceos, moluscos e peixes menores) que, por sua vez, se alimentam de algas e plânctons – e é desta forma que ele obtém o ômega-3.

É também por causa da sua alimentação que o salmão tem a cor rosa – essa coloração vem dos crustáceos comidos por ele.

O salmão selvagem, de fato, é muito nutritivo, rico em toda a lista que citamos acima: ômega-3 (gordura boa), Triptofano, Vitamina D, Ácidos Graxos, Selênio, Proteína, Vitamina B3, Vitamina B12, Vitamina B6, Fósforo, Magnésio e outras vitaminas e minerais.

O grande problema do salmão selvagem é que, por viver em águas muito frias, chega ao Brasil a preços muito elevados, já que percorre um longo caminho até chegar às prateleiras de mercados do país.

O salmão de cativeiro

salmão cativeiro

O salmão de cativeiro, por outro lado, não tem como obter ômega-3 se isso não fizer parte da sua dieta – e sua dieta é responsabilidade do criador.

Alguns criadores se preocupam com as condições higiênicas-sanitárias e com a alimentação dos peixes. Estes criadores fornecem rações ricas em ômega-3 e corantes carotenoides que o peixe consome em seu habitat natural, proveniente de leveduras – pigmento que não apresenta riscos à saúde humana.

Porém, outros criadores alimentam os peixes com rações transgênicas, excesso de gordura, antibióticos e outros medicamentos para os peixes crescerem mais rápido e corantes artificiais para atingirem a cor rosada, parecida com aquela do salmão selvagem.

Estes criadores visam apenas o lucro e muitas vezes também lotam o tanque de peixes e apresentam condições de higiene duvidosas. Nestes casos, o consumo do salmão é ainda mais perigoso, principalmente porque muitas vezes esse peixe é consumido cru.

Os antibióticos, medicamentos e corantes têm efeitos tóxicos no organismo. Os corantes presentes na ração são muitas vezes carcinogênicos e alergênicos, ou seja, aumentam a probabilidade de câncer e alergias.

O problema é que é muito difícil conhecer a procedência real do salmão de cativeiro, dificultando o acesso à essas informações. Assim, ao comprar salmão de cativeiro no mercado, é possível que você consuma um peixe com pouquíssimo ômega-3 e, pior, que só ficou rosado porque foi alimentado com corante.

Como saber qual está consumindo

salmão

Infelizmente, não há uma exigência da Anvisa para que os rótulos identifiquem se o peixe foi criado em cativeiro ou não. Então, a única forma de saber é perguntando a procedência e confiando no estabelecimento.

O preço pode ser uma referência, pois o salmão selvagem é muito mais caro. Como referência, você pode ter a ideia de que se o salmão custa menos de 40 reais o quilo, provavelmente é de um cativeiro irregular.

Outra referência é a origem do salmão – normalmente, o salmão do Alasca ou da Rússia não é de cativeiro. Mas, isso não é regra!

Conclusão

De fato, o salmão é um peixe muito saudável – e isso vale até para algumas opções de salmão de cativeiro. O importante é saber escolher.

Se você não pode comprar o salmão selvagem, procure um criador honesto, preocupado em oferecer um produto de qualidade. Isso, infelizmente, deverá ser feito com base principalmente no preço.

Se optar por comprar apenas porque é mais barato, provavelmente vai consumir um salmão que não apenas não será tão nutritivo (chegando a simplesmente não possuir nada de ômega-3), como ainda poderá ter efeito contrário, fazendo mal à saúde.

Por essas e outras, saber a procedência dos alimentos que você consome é fundamental. 

Comentários