Ômega 3: o que é e como ele pode ajudar quem treina pesado

Você já deve ter ouvido que o ômega 3 pode ajudar quem treina. Mas você sabe o que é essa substância e quais os seus benefícios para atletas?

Se você treina pesado, já deve ter ouvido falar que o ômega 3 pode te ajudar e que você deveria prestar atenção em consumi-lo nos níveis adequados. Mas você sabe exatamente o que é essa substância e quais os seus benefícios para atletas?

Ômega 3 são ácidos graxos, conhecidos como essenciais para o crescimento normal e para a saúde das pessoas. 

Ele é composto por um conjunto de gorduras, dos quais fazem parte o EPA (ácido eicosapentaenóico) e o DHA (ácido docosahexaenoico) considerados do tipo ácidos graxos poli-insaturados. Estas substâncias são as responsáveis por exercer as funções benéficas do ômega 3.

As principais fontes de ômega 3 são os peixes de águas profundas, como salmão, arenque, atum e sardinha. Outras fontes são chia, linhaça (óleo, semente e farinha), vegetais verde escuros (couve, espinafre e rúcula), castanha do Brasil e nozes e, em menores quantidades, o óleo de soja e o de canola.

Assim como a maioria dos nutrientes, é possível obter o Ômega 3 que você precisa através da alimentação. No entanto, como em quase todos os casos, às vezes isso é difícil, pela necessidade de se consumir grandes quantidades – e é aí que a suplementação entra, facilitando sua vida e garantindo a quantidade ideal do nutriente.

Se você quer saber como essa substância pode te ajudar a ter melhores resultados no treino, se liga abaixo:

Ômega 3: o que é e como ele pode ajudar quem treina pesado

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Ômega 3 e performance física

A Dor Muscular Tardia (DMT) ocorre normalmente 24h após o exercício físico, devido à microlesões que levam à inflamação.

Geralmente, a atividade física causa dor em sedentários que iniciam um programa de atividade física, que desrespeitam os princípios do treinamento físico ou em indivíduos treinados que modificaram seus treinos.

Esta dor muscular pode causar uma redução no desempenho físico e na capacidade de gerar força por causa da lesão, ou seja, os músculos lesionados ficam incapazes de exercer força máxima. Porém, a recuperação gradual ocorre naturalmente com o passar dos dias ou semanas e assim o músculo volta à sua capacidade normal de gerar tal força.

Segundo estudos, o DHA auxilia na redução da liberação de proteínas de fase aguda que causam a inflamação.

Vale ressaltar que o processo de inflamação para ressíntese do tecido é fundamental para a hipertrofia, entretanto mais estudos são necessários para avaliar se a atenuação dos sintomas desse processo de inflamação interfere no processo de hipertrofia.

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Recuperação e sistema imune

As atividades de leve a moderada intensidade interferem de forma positiva nas funções imunitária natural e de defesa do organismo, ou seja, colaboram para o funcionamento normal do sistema imunológico.

Entretanto, as atividades físicas intensas e exaustivas, levam as pessoas a um desgaste intenso que interfere de forma negativa negativamente no sistema imune, atrapalhando a primeira etapa de defesa do corpo contra agentes infecciosos. Isso leva o organismo à exposição frequente a determinadas doenças.

Além disso, altas cargas de treinamento com duração prolongada associada a períodos de recuperação inadequados pode levar a lesões musculares e quadros de estresse agudos e/ou crônicos.
Nessas situações, ocorre a supressão do sistema imunológico, podendo propiciar o surgimento de infecções oportunistas, como é o caso de infecções do trato respiratório.

O processo inflamatório no músculo lesionado pode ser atenuado com a suplementação de ômega 3 em atletas e/ou praticantes de atividade física, pois o ômega 3 auxilia na redução da produção de mediadores químicos potentes da inflamação, ou seja, evita o processo de inflamação.

O ômega 3, então, colabora para um menor tempo de recuperação e uma melhor resposta aos exercícios de alta intensidade.

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Melhora de performance

O ômega 3 auxilia na melhora da performance por diversos benefícios que ele traz ao organismo.

Como mencionado acima, ele auxilia na recuperação muscular e na prevenção da inflamação que pode causar dor e danos musculares, que podem prejudicar o desempenho físico.

O ômega 3 ainda auxilia no funcionamento do sistema imunológico, prevenindo o aparecimento de doenças que causam a perda de rendimento físico.

Além disso, a suplementação com óleo de peixe pode reduzir a freqüência cardíaca e o consumo de oxigênio durante o exercício, ajudar a relaxar as passagens aéreas e melhorar a capacidade aeróbica em atletas.

Composição corporal

Pesquisadores da Universidade de Kyoto descobriram que o óleo de peixe transforma células de armazenamento de gordura em células que queimam gordura.

A equipe explica que o óleo de peixe ativa receptores no trato digestivo, que aciona o sistema nervoso simpático e induz células de armazenamento de gordura a metabolizar a gordura.

No estudo em questão, a equipe alimentou um grupo de ratos com alimentos gordurosos e outro grupos com alimentos gordurosos e óleo de peixe. Então, viram que os ratos que comeram alimentos com óleo de peixe ganharam 5-10% menos de peso e 15-25% menos de gordura em comparação com o grupo que não recebeu óleo de peixe. 

Também existem evidências científicas de outro estudo, que afirma que o ômega-3 possui propriedades intrínsecas anabolizantes e anti-catabólicas no músculo esquelético, ou seja, que ele auxilia no aumento de massa muscular e redução da perda de massa muscular. 

E aí, você já consome a quantidade adequada de ômega 3?

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