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Por melhores resultados, ciência diz que mulheres deveriam treinar mais pesado

O número de mulheres que treinam não para de crescer, mas muitas ainda evitam treinar muito pesado. Segundo a ciência, isso é um erro!

O número de mulheres que treina pesado cresceu muito nos últimos tempos – e continua crescendo. Só que ainda tem muita mulher que evita forçar demais no treino.

Quando falamos “forçar demais”, nos referimos aos treinos realmente intensos, com no séries de 3 repetições máximas, em média.

Algumas mulheres evitam esse tipo de treino por uma série de motivos – pode ser por achar que não dá conta, que a diferença não será tão grande e o esforço muito maior, enfim… a lista é grande

Mas essas pessoas estão erradas! Segundo a ciência, as mulheres podem ter tantos ou até mais benefícios do que os homens se fizerem treinos mais intensos.

É claro que não adianta sair mexendo no seu programa e mudar todo o treino da noite para o dia. Também não adianta fazer isso sem acompanhamento de um profissional de educação física.

Mas o fato é que treino intensos podem ser muito benéficos para as mulheres se aplicado de forma adequada.

O GH e as mulheres que treinam

mulher treino rosca unilateral sentada

Enquanto o corpo masculino depende muito da testosterona para obter os benefícios de um bom treino, as mulheres dependem mais do GH – o hormônio do crescimento.

É claro que o GH também é fundamental para os homens, mas ainda mais para as mulheres, já que elas não produzem tanta testosterona e, se o fizessem, ganhariam – aí sim! – características masculinas.

O GH tem papel fundamental tanto no desenvolvimento muscular quanto ósseo e também melhora a função metabólica.

Logo, ele é essencial para o desenvolvimento corporal. E – adivinha? – treinar pesado estimula a liberação do hormônio do crescimento nas mulheres!

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O estudo 

Realizado pela American Physiological Society, o estudo é relativamente antigo – de 2006 -, mas as pessoas não deram muita bola para ele – tanto as mulheres que treinam quanto os profissionais de educação física que as acompanham.

O estudo realizado apenas com mulheres observou o impacto de diferentes tipos de treino na produção e liberação de GH.

Os pesquisadores descobriram que a melhor “resposta” do GH acontecia após treinos moderados (cerca de 12 reps por série) e, principalmente, intensos (cerca de 3 reps).

“Como as mulheres dependem do hormônio do crescimento para desenvolver a força e o tamanho dos seus músculos e ossos, quanto maior a estimulação na produção e liberação deste hormônio o exercício proporcionar, melhor”, afirma o estudo.

Para chegar aos resultados, grupos de mulheres foram divididos em vários tipos de treino diferentes, baseando-se principalmente no número de repetições por série, ao longo de 24 semanas (cerca de 6 meses), com exames de sangue frequentes.

No final, veio a constatação de que quanto mais pesado o treino, maior a produção biológica de GH. O pesquisador-chefe do estudo, William J. Kraemer, foi enfático: “as mulheres que buscam desenvolvimento corporal precisam de ciclos intensos de treinamento”.

Agora, é importante frisar que também é possível construir músculos com treinos mais leves, fazendo pequenos ajustes como, por exemplo, aumento o tempo sob tensão.

Isso significa que você não precisa mudar completamente seu treino de uma hora para outra, muito menos que deve achar que o seu treino mais leve não serve de nada.

O ponto é que as mulheres não podem se prender apenas aos treinos mais leves, fazendo sempre muitas repetições por série e pensando apenas em gastar mais calorias.

Os treinos mais pesados, com poucas repetições e maiores cargas, podem fazer a “mágica” acontecer!

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