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5 motivos para você nunca negligenciar o acompanhamento médico

Pouca gente faz check-ups regularmente ou vai ao médico antes do problema se tornar insuportável. Só que isso pode custar caro.

Se você olhar qualquer atleta de alto nível, de qualquer esporte, vai ver que além de profissionais de educação física, nutricionista e fisioterapeuta, ele tem também um médico na sua equipe.

Não é por acaso. Além do risco de lesões, para você obter a melhor performance possível, você precisa estar com a saúde em dia – tanto física, quanto mental.

E isso é absolutamente impossível na base do auto-diagnóstico e da auto-medicação.

Mesmo que você não esteja treinando pra ser um recordista mundial, ir ao médico de vez em quando é fundamental para garantir que você atinja os seus objetivos e não comprometa sua saúde – até porque, de nada adianta um shape insano se você está estragado por dentro.

Só que pouquíssimas pessoas fazem check-ups regularmente ou vão ao médico antes de um problema se tornar insuportável.

Aqui, preparamos uma lista com 5 coisas que mostram porque isso é muito errado. Se liga:

5 motivos para você nunca negligenciar o acompanhamento médico

1- Quanto antes o diagnóstico, melhor

diagnóstico médico

Existem várias doenças “silenciosas”, que se desenvolvem sem causar grandes incômodos ou sequelas e depois, em estágio avançado, viram um grande problema.

Além disso, quanto antes uma doença for diagnosticada, maiores serão as chances de cura, menor será o sofrimento e maior será o número de tratamentos possíveis.

Doenças como câncer, por exemplo, além de muito comum, tem taxa de cura muito maior quando diagnosticada em estágio inicial.

O mesmo se aplica a problemas como pressão arterial, colesterol alto, doenças sexualmente transmissíveis, entre outros.

Mesmo que você esteja se sentindo bem, faça pelo menos um check-up semestral ou anual.

2- Descobrir que aquela dor “normal” esconde um problema sério

Se existe uma dor que te persegue, não insista em dizer para si mesmo que “não é nada demais” ou que “daqui a pouco passa”. Só um médico pode garantir que você não tem um problema sério.

E isso vale para todo tipo de dor. No caso de quem treina, especialmente musculares ou articulares.

Sentiu incômodo pós-treino e ele persiste mesmo depois de você diminuir a intensidade do treino? Tá esperando o quê para ir ao médico? Vá logo a um ortopedista ou reumatologista!

A ideia do “no pain, no gain” é muito bonita na teoria, mas na prática é capaz de se causar problemas. Porque, como já falamos, nem sempre essa ideia é real – o neurocientista Rafael Alaiti já falou a respeito neste outro post.

Dor na coluna é outra que é comum a marombada achar que “já já passa”, mas que pode facilmente se agravar e virar um problema sério.

Para quem tem plano de saúde particular, então, não tem nem desculpa. Aproveita para fazer bom uso do dinheiro que você gasta com isso todo mês e vá ao médico.

3- Vacinação

A maioria das vacinas têm “data de validade”. Isso significa que, depois de um determinado período de tempo, elas precisam ser reaplicadas.

Como muitas dessas vacinas foram tomadas na infância, poucas pessoas sabem exatamente quando elas vão vencer. Um médico (ou um exame) pode ajudar com isso.

E, claro, o médico também pode aplicar vacinas que você nunca tomou ou reaplicar as que você tomou e já venceram.

A vacina contra febre amarela, por exemplo – doença que inclusive voltou a ser um problema em algumas regiões do Brasil – tem duração de 10 anos, e precisa ser reaplicada ao fim deste período.

Mas é possível evitar várias outras doenças com a utilização de vacinas, como hepatite, herpes, pneumonia, gripe, meningite, tétano e várias outras.

É melhor prevenir do que remediar, né?

4- Hormônios sob controle

Mesmo que você não faça uso de esteroides anabolizantes ou outras substâncias controladas, o fato de treinar pesado e controlar a alimentação mexe com hormônios e outras substâncias presentes no sangue.

É essencial passar com um endocrinologista pelo menos uma vez ao ano para ver se está tudo certo.

Isso pode, inclusive, resolver dificuldades que impedem que você tenha os resultados que gostaria na academia. Você sabe, por exemplo, se está com os níveis adequados de testosterona? Se o cortisol não está muito alto?

E não se trata apenas de hormônios, mas também vitaminas e minerais essenciais e outras substâncias que, em excesso ou deficiência, podem causar problemas sérios.

A alimentação maluca de algumas pessoas também pode desencadear problemas como o diabetes, cujo diagnóstico rápido pode evitar um problema gigante.

5- Saúde mental

Depressão, ansiedade e outras doenças do tipo atingem milhões de pessoas no Brasil. Homens, principalmente, tendem a esconder esse tipo de problema por medo de serem julgados ou parecerem fracos.

Mas esse é um grande erro, que pode prejudicar sua vida em diversas áreas e em todos os aspectos – inclusive na sua capacidade de treinar direito e ter resultados que deseja na academia.

Não há motivos para ter vergonha desse tipo de doença que, mesmo não causando dor física ou ferimentos, precisa sim de tratamento e acompanhamento médico.

Se você tem dificuldades para falar a respeito disso com família ou amigos, procure um psicólogo ou psiquiatra e evite que se torne um problema tão grande que vai não só te impedir de treinar, mas de aproveitar várias outras coisas boas da vida.

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