memória muscular

Como a ‘memória muscular’ pode influenciar os ganhos de um bodybuilder

Muito se fala em memória muscular quando uma pessoa fica um período sem treinar. Mas ela existe mesmo? Como funciona? Fique ligado!

Então você treina há 3 anos direto e, de repente, uma lesão o obriga a ficar longe da academia por um tempo mais longo. Quando você volta à ativa, mesmo fora de forma, recupera a força em pouquíssimo tempo, mas o tamanho dos músculos nem tanto. Quem nunca?

Os períodos podem variar, as causas para as interrupções também, mas o fato é que essa situação (e suas variações) é bastante comum. Entre os vários fatores envolvidos, está a reversibilidade e a memória muscular. 

Entender esses conceitos pode te ajudar não apenas quando você ficar longe da academia, mas também pode permitir a otimização dos seus treinos.

Quer saber tudo sobre o assunto? Então se liga:

Como a ‘memória muscular’ pode influenciar os ganhos de um bodybuilder

memória muscular

Um pouco de fisiologia básica

Os músculos são tecidos formado por diversas células, constituídas por núcleos. Estes, por sua vez, controlam o ganho de massa muscular.

Quando estimulamos intensamente os músculos, dois processos podem ser gerados: a hipertrofia, que é o aumento da célula muscular, ou a hiperplasia que é a criação de um novo núcleo.

Tanto a hipertrofia quanto a hiperplasia geram aumento da massa muscular, por processos distintos.

De forma geral, acontecem os dois processos no seu organismo, a hipertrofia é mais evidente aumentando o sarcoplasma – líquido dentro da célula muscular.

No entanto a hiperplasia também acontece em menor escala, com a síntese de num novo núcleo.

Esse processo ocorre principalmente à medida que a pessoa vai ficando mais condicionada.

Princípio da reversibilidade

O corpo se adapta aos estímulos gerados pelo exercício, se preparando para receber futuros estímulos mais intensos, como citamos logo acima o efeito das células musculares.

Mas a recíproca também é verdadeira. Quando você deixa de treinar, interrompe o estímulo das células musculares, assim, os núcleos entendem que gastar energia mantendo aquela massa muscular é desnecessário.

Por isso, isso envia um comando para o sistema nervoso central de descentralização do sistema muscular, mandando menos sangue, nutrientes e hormônios para os músculos.

A partir desse ponto o processo de hipotrofia inicia-se! E o músculo começa a diminuir seu tamanho, às custas da redução do sarcoplasma.

Uma revisão bibliográfica que avaliou o destreinamento de atletas concluiu efeitos bem distintos em curto prazo (menos de 4 semanas) e longo prazo (mais de 4 semanas).

No entanto a hipertrofia sofreu grandes consequências até em curto prazo como mostra a pesquisa.

Memória muscular

Que a massa muscular reduz com a ausência do treino isso é óbvio!

Mas que ao parar de treinar a quantidade de células musculares permanece a mesma isso pode ser uma novidade para você.

Lembram da hiperplasia? Então, ela não regride. Uma vez aumentado o número de núcleos, ele não pode ser desfeito pelo destreinamento, a isso deu se o nome de memória muscular!

Quando o treino é retomado, volta-se a ganhar mais massa de forma mais rápida!

E melhor que isso, você acaba não perdendo tanta força. Na revisão citada acima, as 4 semanas de inatividade não foram suficiente para reduzir a força de forma significativa.

Vale ressaltar ainda que quanto mais prática e aptidão com um exercício, mais memória muscular você terá perdendo menos força naquele exercício, igual andar de bicicleta.

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