proteina excesso

Como o excesso de proteína pode fazer mal ao seu corpo

Muita gente não sabe, mas o excesso de proteína pode ser prejudicial para a saúde, e engordar ao invés de te deixar definido. Saiba como evitar!

Você que treina pesado e quer ficar com os músculos gigantes, com certeza ingere alimentos ricos em proteína com mais frequência do que o normal, para ajudar na hipertrofia, não é?

Isso sem contar com o Whey Protein, que deve fazer parte da sua rotina. Porém, você já se perguntou se consome a quantidade certa de proteína para o seu corpo? Ou você tá acostumado a exagerar achando que mal não pode fazer?

Bom, se você é daqueles que acha que ingerir muito mais do que o indicado é normal, as notícias não são muito animadoras.

Que a proteína traz muitos benefícios à saúde e é essencial para quem treina, todo mundo já sabe. Mas isso não quer dizer que quanto mais proteína ingerir, melhor. Nem que se entupir de proteína vai melhorar seus resultados.

O consumo excessivo de proteína não trará mais resultados, além de poder prejudicar sua saúde – o ideal é saber exatamente quanto de proteína você precisa por dia, e tentar seguir esse número à risca, como a gente mostrou neste outro post

Quer descobrir os efeitos negativos do consumo excessivo de proteína? Então se liga:

Como o excesso de proteína pode fazer mal ao seu corpo

excesso de proteína 2

Aumento de gordura corporal

O excesso de proteína pode virar gordura!

Por servir também como energia para o organismo, posteriormente armazenado no tecido adiposo, o percentual de gordura corporal tende a aumentar.

Ou seja, não adianta consumir mais proteína do que precisa para tentar crescer mais ou mais rápido, porque o excesso dela ser transformada em gordura e acabar com a sua definição.

Problemas renais

Já foram feitos inúmeros estudos e ainda não há evidências suficientes que comprovem que a alta ingestão de proteína possa causar danos renais em pessoas saudáveis, ou seja, que possuem um funcionamento normal dos rins.

Porém, quando há um consumo excessivo de proteína, o rim é obrigado a trabalhar mais, porque tem mais ureia para ser eliminada e apesar se não existir evidências que o excesso de proteína leve a problemas mais graves em pessoas saudáveis, existe o risco.

excesso de proteína 3

Problemas hepáticos

O excesso de proteína será quebrado para formação de energia ou transformado em gordura pelo fígado. Nesse processo, há formação de amônia no sangue, uma substância tóxica que precisa ser excretado do organismo.

A amônia é transformada em ureia (principalmente no fígado e em menor percentual nos rins) para ser, posteriormente, eliminada na urina. Logo, o fígado, assim como o rim, passa a trabalhar mais para suprir essa necessidade.

Em pessoas com problemas no fígado, o consumo excessivo de proteína agrava o quadro de lesão do fígado. Já para pessoas saudáveis, o consumo excessivo de proteína pode não trazer prejuízos, mas aumenta-se o risco.

Inchaço

Muitas pessoas acham o inchaço é decorrente do crescimento muscular. Mas, como o rim está trabalhando demais, o controle hídrico do organismo pode ficar prejudicado e, como consequência, o organismo começa a reter líquido.

Ou seja, o inchaço pode não ser o aumento de massa muscular e sim uma retenção de líquidos causada pelo consumo excessivo de proteína. Demonstrando que o consumo de proteína em excesso não traz maiores resultados em relação a hipertrofia.

Além disso, quando há um aumento do consumo de calorias, a pessoa vai aumentar o consumo de calorias ou ter que diminuir a ingestão dos outros macronutrientes.

Se a pessoa reduzir o consumo de carboidratos e gordura e estes valores ficarem abaixo das recomendações, ela ainda pode sofrer os prejuízos do baixo consumo destes nutrientes.

excesso de proteína 4

Recomendação

Vale lembrar que a recomendação varia de 0,8 à 2g de proteína por kg de peso corporal, dependendo do seu objetivo, do tipo, intensidade e outras variáveis do seu treino.

Além disso, esta recomendação pode ser maior em casos mais específicos. Portanto, sempre recomendamos a consulta com uma nutricionista para uma orientação individualizada.

LEIA MAIS: Jejum intermitente: tudo o que você precisa saber a respeito
LEIA MAIS: 6 receitas que parecem ‘gordas’ mas você pode comer sem culpa

 

 

Comentários