Efeito compensatório: conheça e use no seu treino!

O efeito compensatório é comprovado cientificamente e pode mudar tudo o que você (acha que) sabe sobre queima de gordura

Quem nunca ouviu que musculação define o corpo e treino aeróbico emagrece?

Mas, não faz muito tempo, os profissionais da saúde descobriram que uma das “regras” dos treinos não passava de mito.

Durante vários anos, cientistas se empenharam para descobrir se essa história era mesmo verdade e os caras descobriram que tudo aquilo que milhares de treinadores acreditavam estava errado.

A razão para isso era o efeito compensatório, um mecanismo que o nosso corpo usa para evitar que não seja gasto sempre o mesmo tipo de reserva energética.

Continue lendo e confira como funciona o efeito compensatório e como ele pode ser usado no treino do dia a dia!

As mudanças nas rotinas de treinos

Antigamente, nos treinos, as pessoas corriam na esteira ou faziam um pedal na bike pensando que esse tipo de exercício aeróbico de longa duração fosse o melhor para emagrecer. Isso acontecia porque todo mundo achava que essas atividades consumiam gordura.

Isso até acontece acontece, mas a diferença está na forma como essa gordura é consumida. Além disso, é preciso pensar no que o corpo vai usar para repor toda a energia que foi utilizada no treino.

O organismo precisa retomar toda a sua força e se recuperar das microlesões dos treinos, e o nutriente que ele vai usar para se recuperar é o que vai definir como será o resultado do seu treinamento.

Exatamente por essas razões, eles começaram a estudar também os resultados dos treinos e descobriram que os aeróbicos de longa duração eram bem menos eficientes para eliminar gordura do que a musculação, ainda mais se ela fosse feita em treinos com uma intensidade monstra e bem rapidamente.

O motivo é o efeito compensatório.

Entendendo o efeito compensatório

O efeito compensatório é um mecanismo do nosso corpo que funciona para equilibrar as substâncias que são utilizadas como “combustível”.

A ideia é simples: o corpo utiliza reservas de energia diferentes durante e depois do treino. Por exemplo: o treino aeróbico de baixa intensidade queima gordura e, para se recuperar dos efeitos do treinamento, o organismo utilizará outra fonte de energia em vez da gordura, assim ele não deixa o corpo com pouco lipídio.

Esse é o efeito compensatório, ou seja, a compensação da energia que foi retirada de um alimento do corpo (a gordura, neste caso) com outro tipo de alimento, que pode ser a glicose ou então a proteína.

Invertendo as coisas

Sabendo dessas informações, os cientistas descobriram que era melhor fazer exercícios pesados e rápidos para perder peso. Daí surgiram treinos como o HIIT, treinamentos de alta intensidade que são especializados em emagrecimento.

Esse treino funciona porque, nesse formato de treino forte e curto, o gasto energético é só de carboidratos e, por isso, para repor as energias gastas, o corpo usa a gordura.

O efeito compensatório é uma prova de que os exercícios de curta duração e feitos na pauleira dão certo, mas é preciso ficar esperto para não pegar mais peso do que o recomendável para não se machucar e também balancear este tipo de treino com uma dieta firmeza, à base de bastante proteína e carboidratos no pré-treino.

Curtiu a ideia do efeito compensatório e como ele ajuda nos treinos intensos? Então conte aí sua experiência e os resultados!

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