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Dieta hCG: o que é e quais os riscos que ela pode causar

A dieta hCG promete uma perda de gordura rápida e em pouco tempo, além de outras vantagens. Mas este tipo de dieta pode ser perigosa, saiba o porquê!

Há inúmeros tipos de dietas no mundo, e para cada uma delas há um objetivo diferente a ser alcançado.

Por isso, existem aquelas que envolvem redução de calorias, ou o consumo de algum alimento específico, e ainda aquelas que contam com o consumo de algum medicamente específico.

Como já dito, tudo depende da sua meta. No entanto, algumas dietas muito restritivas podem não ser o melhor caminho para te fazer chegar ao corpo que tanto deseja.

O post de hoje é sobre a dieta hCG, que já foi feita por muitas pessoas há um tempo atrás, mas que agora está voltando a moda.

E assim como qualquer outro protocolo que promete mudanças radicais em um curtíssimo período de tempo, ela deve ser encarada com um sentimento de preocupação.

Saiba tudo sobre ela, e os cuidados que você precisa tomar ao escolhê-la. Confira!

Dieta hCG: o que é e quais os riscos que ela pode causar

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O que é a dieta hCG?

O hCG (Gonadotropina Coriônica Humana) é um hormônio produzido durante a gravidez e utilizado em tratamentos de fertilidade.

Porém, nos anos 50, esse hormônio foi utilizado pela primeira vez para a perda de peso. E por conta disso, surgiu a dieta hCG.

Dieta hCG

A dieta é caracterizada por um consumo baixo de calorias, normalmente 500 calorias diárias, associado com o uso do hormônio.

A proposta da dieta é promover a queima de gordura corporal, principalmente nas regiões dos quadris, coxa e cintura, reduzir a fome, promover a sensação de bem-estar, manter os níveis de energia elevados, entre outros benefícios.

Portanto as pessoas acreditam que o hCG, bem como a dieta hCG é a solução para quem deseja emagrecer. Mas não é bem assim!

Evidência científica

Todos os benefícios propostos pela dieta não possuem base científica.

Um artigo publicado em 2016 no Journal of Dietary Supplements, evidenciou que a dieta da Gonadotrofina Coriônica Humana, ou a “dieta hCG”, ainda não possui evidências para sustentar sua eficácia em relação ao emagrecimento.

E ainda diz que é preocupante o fato de que os efeitos nocivos da administração desse hormônio não seja levado em conta.

Além disso, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, se posicionam contra o uso desse hormônio para fins de emagrecimento e, além disso, reconhece seus riscos para a saúde.

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Riscos da dieta hCG

É claro que quem é adepto dessa dieta pode conseguir a perda de peso tão desejada, mas isso acontece principalmente pelo baixo consumo calórico.

Consumir apenas 500 calorias por dia pode ser prejudicial à saúde e perigoso, de acordo com especialistas da FDA, agência americana responsável por regular o mercado alimentício e farmacêutico.

O baixo consumo de calorias por algum tempo expõe as pessoas à riscos, como cálculos biliares, batimento cardíaco irregular e desequilíbrio dos eletrólitos, que mantêm os músculos e os nervos do corpo funcionando corretamente, deficiência graves de vitaminas e minerais, entre outros.

Em relação a dieta restritiva associada com o hCG, os efeitos colaterais incluem fadiga, irritabilidade, agitação, depressão, retenção de líquido e inchaço, e até ginecomastia (crescimento de seios em homens).

Além disso, também o uso de hCG aumenta o risco de formação de coágulos de sangue, que pode causar AVC, tromboembolismo e outras doenças e consequências mais graves.

Diante dos pontos levantados, você pode identificar se esta dieta é ou não uma boa opção para você.

Vale ressaltar que dietas restritivas são indicadas em casos específicos, bem como o uso de hCG pode ser indicado em alguns casos também. Porém, devem ser acompanhados por profissionais qualificados.

A perda de peso gradativa por meio da reeducação alimentar e prática de atividade física é a maneira mais saudável de combater o sobrepeso e prevenir doenças.

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