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Atletas olímpicos e de CrossFit testam tecnologia de ‘treinamento cerebral’

Parece coisa de filme: atletas dos EUA estão usando equipamento que emite pulsos pro cérebro para melhorar a performance nos treinos. Saiba mais

Parece coisa de filme, ou daquelas teorias da conspiração da época da Guerra Fria em que muita gente dizia que “os atletas russos sofriam lavagem cerebral”: atletas norte-americanos estão complementando os treinos físico e técnico com uma nova tecnologia que promete melhorar a performance com um “treino cerebral”.

É isso mesmo. Utilizando um equipamento chamado Halo Sport, três atletas do time de atletismo dos EUA que vai às Olimpíadas do Rio de Janeiro estão fazendo um trabalho neurológico para melhorar seu desempenho – alguns dos melhores atletas de CrossFit do país também fizeram o mesmo antes do último CrossFit Games.

Desenvolvido pela empresa Halo Neuroscience, o Halo Sport é como um fone de ouvido, que, segundo a empresa, envia pulsos de energia ao cérebro do atleta, melhorando sua performance.

Ainda segundo a empresa, o equipamento aumenta a resposta do organismo ao treino e permite ao córtex cerebral enviar sinais mais fortes para os músculos. O resultado é o maior número de fibras musculares recrutadas, maior ativação musculação e ganhos de habilidade, equilíbrio e controle.

halo treinamento cerebral

O site da empresa ainda mostra um estudo que aponta uma melhora de 13% na explosão muscular de membros da equipe olímpica de inverno dos EUA – vale lembrar que o estudo utiliza uma amostra muito pequena e, por isso, não pode ser considerado como um estudo científico.

Os atletas de CrossFit que testaram o Halo Sport – do time CrossFit Invictus – afirmaram terem conseguido um aumento de 5% na carga de levantamento de peso em seus treinos com o equipamento.

O produto já está à venda no site da empresa, por $649 – algo como R$2.000.

Com estudos de caso muito pequenos, ainda é cedo para dizer se o Halo Sport de fato funciona – e, com todo o ceticismo de quem se interessa pelo assunto, as provas terão que ser mesmo irrefutáveis para que não haja discussões.

Mas, se isso de fato acontecer… o bicho vai pegar no meio do treinamento esportivo de alto rendimento!

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