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5 exercícios famosos que não deveriam fazer parte do seu treino

Alguns exercícios que você faz na academia podem não ser tão eficazes quanto parecem. Confira a lista com os 5 piores exercícios!

Será que todo exercício que você pratica na academia é o melhor para você e para seu corpo? 

Existe uma coisa chamada individualidade biológica, e algo que é bom para uma pessoa pode ser ruim para outra.

Por isso, não há como dizer que há exercícios que são os piores a serem praticados na academia de uma forma geral. Mas existem algumas coisas que precisam ser consideradas.

Profissionais de Educação Física e fisioterapeutas enxergam uma razão – benefício vs. segurança – entre os exercícios.  Por isso, é possível determinar exercícios melhores e piores de uma forma geral.

É claro que isso é uma generalização, e que portanto não é uma verdade absoluta e indiscutível, mas é fato que vale para a maioria dos casos. E, como são milhares as possibilidade de exercícios para o seu treino, não custa investir naqueles que os especialistas recomendam.

Quer conhecer alguns exercícios que você deveria trocar na sua rotina de treinos? Então se liga:

5 exercícios famosos que não deveriam fazer parte do seu treino

Razão ‘beneficio-segurança’

A eletromiografia é um aparelho que mede o impulso elétrico no músculo, isso pode provar cientificamente se um exercício é mais eficiente do que outro.

Sendo assim, é possível analisar os benefícios de certos exercícios para o corpo.

Um exemplo clássico, de acordo com evidências científicas, é que o agachamento é mais efetivo para o quadríceps do que a cadeira extensora.

Por outro lado, a ciência também explica através da análise biomecânica, a relação de segurança de cada exercício.

Um exercício pouco seguro pode levar o atleta a uma lesão muscular ou tendínea dependendo da execução evidentemente.

Assim, um exercício que tem um benefício baixo, e é pouco seguro, pode ser considerado de forma geral pior do que outros.

1- Cadeira extensora

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Existem tantas outras formas mais efetivas de recrutar as fibras do quadríceps, que esse exercício não precisaria estar no seu treino.

Há vários motivos para esse ser o primeiro exercício da lista.

Primeiramente, a força de cisalhamento que esse movimento exerce nos joelhos. Essa força gera um desgaste na cartilagem do mesmo, possibilitando condromalácia, ou até uma artrose precoce.

Outro motivo é a constante tensão no ligamento cruzado anterior. Esse ligamento é de longe o mais lesionado do joelho, e ter uma rigidez nele não é interessante para ninguém, especialmente quem faz esportes de deslocamento lateral com futebol ou tênis.

A cadeira extensora promove um desequilíbrio entre a ativação do vasto medial e o reto femoral, o que pode aumentar as chances de uma síndrome patelofemoral, uma inflamação no tendão patelar.

Por fim existe uma baixa co-contração nos posteriores da coxa. Ou seja, a musculatura atrás da coxa é pouquíssimo ativada, podendo provocar desequilíbrios se o treino não tiver bons exercícios para essa musculatura.

Trocar a extensora por qualquer exercício de cadeia fechada (com os pés no chão) como agachamentos ou avanços é uma boa alternativa.

2- Bom dia ou Good Morning

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Na verdade, esse tipo de exercício já perdeu muita popularidade, mas algumas pessoas insistem em fazer.

É difícil ver as pessoas fazendo nas academias, justamente porque a ciência já comprovou que ele pode ser bem arriscado para suas costas!

Ele até é um bom exercício para os posteriores de coxa e glúteos em termos de eficiência, no entanto, se o praticante tem uma extensão torácica voluntária fraca pode ser altamente perigoso para os discos lombares.

Ou seja, se você deixa sua coluna neutra com perfeição, esse exercício pode ser uma boa pedida. A absorção da carga é realizada pelo quadril.

Agora se sua coluna não fica em posição neutra isso pode ser um grande problema para suas vértebras.

Como grande parte da população tem esse problema de rigidez lombar, escolha com muito carinho se vai fazer esse exercício ou não!

3- Crucifixo com halteres

 

Muita gente acredita que realizar uma amplitude articular grande no crucifixo aumenta a flexibilidade do peitoral e consequentemente gera mais hipertrofia.

Porém, fazendo uma análise biomecânica da pra entender que o peito não alonga mais se o cotovelo estiver estendido ou não.

Quem sofre a carga de estiramento é o músculo coracobraquial, que tem pouco efeito se mais ou menos hipertrofiado.

A amplitude do cotovelo alinhado com o ombro para o crucifixo já é uma boa amplitude, minimizando assim o risco de lesão nesse exercício.

Porém, ele tem baixa estimulação do peitoral quando comparado com o supino ou o Chest Press, por exemplo.

Realizar o crucifixo com uma boa amplitude e no cabo pode mudar totalmente a mecânica, pois você aumenta a ativação do peitoral na fase de adução do ombro.

Opte pelas melhores opções!

4- Desenvolvimento costas

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Pensando na saúde dos ombros, esse pode ser um péssimo exercício.

O desenvolvimento certamente é um dos melhores exercícios para ombro, mas colocar os cotovelos nesse plano, pode fazer toda diferença na articulação glenoumeral.

Essa é a articulação mais instável do corpo, e a posição com a barra pelas costas vai sobrecarregar a articulação predispondo-a a possíveis pinçamentos no ombro.

Uma melhor opção é executar o desenvolvimento com as escápulas em posição neutra, protegendo essa articulação tão instável.

5- Remada alta

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Ainda falando sobre os ombros…

A biomecânica mais uma vez predispõe o ombro a uma posição de pinçamentos tendíneos na articulação.

Aliás, existem testes de pinçamentos realizados por fisioterapeutas que exigem exatamente essa posição, pois provoca possíveis pinçamentos.

Algumas análises eletromiográficas mostram que a solicitação muscular nesse exercício não é tão boa quanto no desenvolvimento, ou mesmo nas elevações laterais e frontais.

Ponto negativo então para a remada alta.

Como já citado no começo desse post, é claro que essa lista de piores exercícios é só para mostrar que alguns deles podem ser substituídos por outros mais efetivos. Mas, cada corpo é um corpo, e cada caso, um caso. 

Para você um deles pode ser a melhor opção. Na dúvida consulte seu treinador. 

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